Highguard vira “Concord 2.0” após recepção negativa no The Game Awards
Highguard encerra o The Game Awards 2025 em meio a críticas
O The Game Awards 2025 trouxe anúncios importantes e revelou novos projetos de franquias consagradas. No entanto, o jogo escolhido para encerrar a cerimônia acabou chamando atenção por motivos negativos. Nesse contexto, Highguard, novo título desenvolvido por ex-integrantes das equipes de Titanfall e Apex Legends, não conseguiu empolgar o público e passou a enfrentar uma repercussão inicial bastante fria desde sua apresentação oficial.
Apesar disso, a expectativa em torno do estúdio era elevada, especialmente devido ao histórico dos desenvolvedores. Ainda assim, o impacto do anúncio ficou muito abaixo do esperado para ocupar o espaço final do evento. Como resultado, a decisão de encerrar a premiação com Highguard rapidamente passou a ser questionada por jogadores e analistas do setor.
Mistura de fantasia e tecnologia não convence o público
Highguard foi apresentado como um raid shooter que mistura fantasia medieval com tecnologia futurista. Além disso, o jogo aposta em combates PvP baseados em heróis e inclui elementos pouco comuns no gênero, como montarias, entre elas cavalos utilizados durante as batalhas.
Entretanto, mesmo com essas escolhas diferenciadas, a proposta não transmitiu inovação suficiente. Em outras palavras, muitos jogadores relataram uma sensação de familiaridade excessiva. Por consequência, o título não apresentou o impacto visual e conceitual esperado para um encerramento de The Game Awards, especialmente em um mercado já saturado de shooters competitivos.
Reação nas redes sociais reforça recepção negativa
Logo após o fim do evento, a reação do público nas redes sociais surgiu de forma rápida e intensa. Principalmente, os trailers publicados no YouTube passaram a registrar uma proporção baixa de curtidas em relação às descurtidas. Dessa forma, ficou evidente a resistência do público à proposta apresentada.
Além disso, vídeos divulgados por veículos especializados também apresentaram engajamento abaixo da média. Mesmo quando considerados em conjunto, os principais materiais promocionais não atingiram números normalmente associados a anúncios desse porte. Assim, o desempenho inicial acabou funcionando como um termômetro negativo para o projeto.
Comparações com Concord aumentam a pressão
Nesse cenário, comparações com outros jogos do gênero começaram a surgir rapidamente. Em especial, muitos jogadores passaram a associar Highguard a Concord, shooter da Sony que enfrentou dificuldades semelhantes. Como consequência, o novo título ganhou o apelido de “Concord 2.0” nas redes sociais.
Embora uma estreia problemática não determine, por si só, o destino de um jogo, esse tipo de recepção inicial costuma indicar obstáculos relevantes, sobretudo em jogos de serviço. Ainda mais em um gênero que já demonstra sinais claros de desgaste junto ao público.
Lançamento próximo limita mudanças estratégicas
Por fim, o calendário contribui para tornar o cenário ainda mais delicado. Highguard tem lançamento marcado para 26 de janeiro e será gratuito para jogar. Por um lado, isso reduz barreiras de entrada. Por outro, deixa pouco tempo para ajustes na comunicação, na identidade visual e na percepção do público antes da estreia.
Entre as críticas mais recorrentes, destacam-se o visual considerado genérico, a falta de identidade clara e o cansaço do público com hero shooters. Além disso, parte da comunidade questiona a escolha criativa do estúdio, defendendo que a equipe deveria investir em algo mais próximo do legado deixado por Titanfall.













