A Housemarque vive hoje um dos momentos mais importantes de sua história. Responsável por títulos como Returnal e o recém-anunciado Saros, o estúdio finlandês praticamente triplicou de tamanho desde sua aquisição pela Sony, consolidando-se como uma das principais equipes da PlayStation Studios. A revelação foi feita durante participação de seus líderes no podcast The Game Business Show.
De acordo com o estúdio, a equipe contava com cerca de 40 a 50 funcionários na época do lançamento de Nex Machina, em 2017. Atualmente, a Housemarque reúne quase 120 profissionais, todos dedicados a um único projeto por vez. Esse crescimento trouxe novos desafios e exigiu uma profunda transformação interna na forma de desenvolver jogos.
O cofundador e diretor do estúdio, Ilari Kuittinen, explicou que a mudança de escala representou uma evolução significativa para a empresa.
“É bastante diferente trabalhar nessa escala, fazendo um jogo por vez com essa quantidade de pessoas. Foi uma grande mudança para o estúdio aprender a criar experiências maiores e a se organizar para isso.”
Kuittinen também refletiu sobre a trajetória da Housemarque desde suas origens. Fundada na década de 1990, a empresa começou desenvolvendo projetos muito menores antes de alcançar reconhecimento global ao lado dos maiores estúdios da indústria.
“Agora somos verdadeiramente um first party da PlayStation. Estamos aqui [na Califórnia], e nossos pares entre os melhores desenvolvedores do mundo estão nos cumprimentando e elogiando o jogo. É incrível pensar que saímos de Super Stardust, em 1997, quando éramos um pequeno estúdio com 10 ou 12 pessoas, para chegar onde estamos hoje.”
Ao longo dos anos, a Housemarque construiu sua reputação com experiências focadas em ação arcade e shooters de alta intensidade. Jogos como Dead Nation, Resogun e Alienation ajudaram a consolidar sua identidade criativa, mas foi Returnal que elevou o estúdio a um novo patamar de produção, orçamento e visibilidade dentro da indústria. Agora, Saros surge como o próximo grande passo dessa evolução.
Apesar do foco atual em projetos ambiciosos, Kuittinen indicou que a empresa não descarta explorar ideias menores no futuro.
“Há oportunidades interessantes que gostaríamos de explorar e que talvez não sejam da escala de Saros. Existem muitas coisas que queremos investigar, e veremos se isso será possível.”
A declaração sugere que, mesmo fortalecida pela estrutura e pelos recursos da PlayStation Studios, a Housemarque continua interessada em experimentar novos formatos e projetos, incluindo experiências potencialmente menores e mais próximas de suas raízes criativas.

