Uma nova fase para a Larian Studios
O novo Divinity, próximo RPG da Larian Studios, promete ultrapassar a escala de Baldur’s Gate 3 e, dessa vez, essa afirmação vai muito além de um discurso de marketing. Além disso, em entrevista à revista Edge, o diretor técnico Bert van Semmertier revelou que o estúdio reformulou completamente sua engine proprietária e, consequentemente, eliminou limitações que antes moldavam diretamente a estrutura de seus jogos.
Uma limitação antiga finalmente removida
Segundo Van Semmertier, Baldur’s Gate 3 ainda carregava uma restrição técnica importante no modo multiplayer e, por isso, a progressão entre atos não podia ser feita de forma individual. Em outras palavras, todos os jogadores precisavam avançar juntos, o que, por sua vez, impactava diretamente o design do mundo e também a forma como a narrativa era estruturada.
“Uma limitação que tínhamos há muito tempo no multiplayer é que os jogadores não podiam cruzar atos individualmente. Você sempre precisava fazer a transição junto como um grupo, e isso teve um impacto em como construímos nosso mundo e como a história precisou ser estruturada”, explicou o diretor técnico.
No entanto, no novo Divinity, essa barreira deixa de existir. Dessa forma, a Larian removeu completamente essa restrição da engine atualizada e, assim, abriu espaço para uma estrutura muito mais flexível e dinâmica.
Mundos maiores e atos sem limites
Com a nova base tecnológica, os atos deixam de ter um teto pré-definido de tamanho e, consequentemente, isso permite que a equipe expanda cada parte da narrativa conforme a necessidade do projeto. Além disso, o estúdio não fica mais preso a limitações técnicas antigas, o que, por sua vez, amplia bastante as possibilidades criativas.
“Na próxima iteração do nosso motor, essa é uma limitação que removemos completamente. Não há mais limitação sobre o tamanho que um ato pode ter”, afirmou Van Semmertier.
Escolhas técnicas e controle total da engine
Além disso, outro ponto importante destacado pelo diretor técnico envolve a decisão da Larian de não priorizar fidelidade gráfica máxima em comparação com outros grandes RPGs do mercado. Ainda assim, essa escolha não representa limitação técnica, mas sim uma estratégia consciente. Dessa forma, o estúdio consegue manter o controle total do escopo e, ao mesmo tempo, garantir que seus projetos permaneçam viáveis dentro da estrutura da equipe.
Por outro lado, Van Semmertier reforça a importância da engine própria como elemento central dessa liberdade criativa. Isso porque, segundo ele, ter controle total do motor permite implementar praticamente qualquer ideia, desde que haja planejamento técnico adequado.
O projeto mais ambicioso da Larian
Por fim, com uma engine reformulada, um criador de personagens ainda mais robusto e, sobretudo, a remoção de limitações estruturais importantes, o novo Divinity se consolida como o projeto mais ambicioso da história da Larian Studios. Até o momento, no entanto, o estúdio ainda não revelou uma data de lançamento oficial.