Marvel Tokon: Fighting Souls tem situação curiosa: versão pirata supera desempenho da original
Marvel Tokon: Fighting Souls está no centro de uma situação que já se tornou conhecida na indústria de games: a versão pirata do jogo estaria apresentando desempenho significativamente superior ao da cópia oficial vendida nas lojas digitais. Relatos de jogadores indicam que o build crackeado, sem as proteções de DRM presentes na versão oficial, consegue manter 60 FPS estáveis com as configurações gráficas no máximo — algo que a versão disponível no Steam não consegue garantir em determinadas máquinas.
Desenvolvido pela Arc System Works e publicado pela Sony, Marvel Tokon: Fighting Souls chegou ao PlayStation 5 e ao PC, via Steam e Epic Games Store, em 6 de agosto. Inicialmente, o lançamento chamou atenção de forma positiva e o jogo rapidamente alcançou posições de destaque entre os títulos mais vendidos do Steam. No entanto, o entusiasmo inicial acabou sendo prejudicado pelas avaliações dos usuários.
Atualmente, o jogo mantém uma classificação próxima de 47% de avaliações positivas, considerando um volume que varia entre 3.500 e 4.200 análises. Como resultado, o título permanece com o status “Misto” na plataforma da Valve desde o lançamento.
Versão pirata apresenta desempenho superior
No PC, as principais reclamações estão relacionadas à performance. Jogadores relatam quedas de frame rate, micro-stutters, travamentos, problemas com determinadas opções gráficas e dificuldades no netcode, incluindo picos de rollback. Em alguns casos, os problemas aparecem até mesmo em computadores que ultrapassam os requisitos recomendados pela desenvolvedora.
Além disso, a necessidade de uma conta ativa na PlayStation Network para acessar os recursos online acabou aumentando a insatisfação de parte da comunidade.
Segundo os relatos que circulam online, Marvel Tokon: Fighting Souls teve suas proteções de DRM contornadas 11 dias após o lançamento. A partir daí, jogadores que testaram o build não oficial começaram a comparar seu desempenho com o da versão comercial distribuída pelo Steam.
Um usuário do Reddit afirmou que enfrentou problemas severos de performance durante o beta aberto, mas conseguiu executar a versão crackeada a 60 FPS estáveis com as configurações de qualidade no máximo. De acordo com o relato, isso aconteceu sem a necessidade de realizar o pré-carregamento de shaders, processo considerado importante para obter uma experiência mais estável na versão oficial.
O jogador ainda mencionou alguns stutters residuais durante super golpes e nos menus, mas classificou a diferença geral de desempenho como significativa.
Relatos semelhantes também apareceram no ResetEra e em redes sociais. No X, o usuário JustinSGX afirmou que a versão crackeada utilizava aproximadamente 34% da capacidade de processamento de seu Intel Core i7-6700K, enquanto a versão oficial chegava a 57% de uso de CPU no mesmo hardware.
Easy Anti-Cheat pode estar entre os responsáveis
Uma das principais suspeitas levantadas pela comunidade envolve o Easy Anti-Cheat, utilizado por Marvel Tokon: Fighting Souls, além de processos em segundo plano associados ao SDK da PlayStation Network.
A hipótese é que a remoção dessas camadas adicionais no build não oficial poderia explicar parte da diferença de desempenho observada pelos jogadores. No entanto, isso ainda não foi confirmado oficialmente pela Arc System Works ou pela Sony.
Um usuário do Reddit também apontou que, mesmo após a remoção do DRM, determinados processos relacionados à PlayStation podem continuar afetando o desempenho. Segundo o relato, o jogo aparentemente executa múltiplas instâncias de softwares associados à plataforma da Sony simultaneamente ao sistema de anti-cheat.
Vale destacar, porém, que esses relatos não significam necessariamente que o DRM seja o único responsável pelos problemas de otimização. Diferenças entre builds, configurações, drivers, processos em segundo plano e outros componentes do jogo também podem influenciar os resultados.
A Arc System Works já reconheceu publicamente os problemas de performance enfrentados por parte dos jogadores de PC. Até o momento, entretanto, uma correção definitiva ainda não foi disponibilizada.
Após as reclamações registradas durante o beta aberto e novamente depois do lançamento, a desenvolvedora afirmou que está investigando os problemas relatados pela comunidade.
Casos em que versões sem DRM apresentam desempenho diferente das edições comerciais não são inéditos na indústria. Ainda assim, a situação envolvendo Marvel Tokon: Fighting Souls chama atenção justamente porque a diferença estaria sendo percebida poucos dias após o lançamento, colocando a otimização da versão oficial do PC no centro das críticas.
Para a Sony e a Arc System Works, o próximo passo será identificar a origem dos problemas e implementar correções capazes de aproximar a experiência da versão oficial daquela esperada pelos jogadores. Enquanto isso, a comparação com o build pirata adiciona uma nova camada à já complicada recepção do jogo no PC.














