A Halo Studios voltou a ser alvo de cortes de pessoal. A informação veio à tona por meio de publicações de funcionários no LinkedIn, indicando que a nova rodada de demissões ocorreu pouco depois do lançamento de Halo: Campaign Evolved.
Um dos primeiros profissionais a confirmar o desligamento foi Nick Treitman, produtor que trabalhou no estúdio por mais de seis anos. Durante sua trajetória, ele passou por diferentes equipes e contribuiu em áreas como Arte, Networking, Localização e Narrativa. Em uma publicação na rede profissional, Treitman lamentou a situação, mas destacou o carinho que mantém pela franquia e pelos colegas de trabalho.
“Após 6,5 anos trabalhando no Halo e escapando de tantas rodadas de demissões, ela finalmente me alcançou. Não tenho nada além de amor pelo Halo e pelas pessoas do estúdio. Essa é apenas uma realidade difícil da indústria de games no momento.”
Além de Treitman, outros profissionais também confirmaram o encerramento de seus vínculos com a empresa.
Mais funcionários confirmam desligamentos
Paul Morris, que atuava como chefe de framework na condição de contratado, revelou que seu período na Halo Studios chegou ao fim logo após o lançamento do novo título da franquia. Segundo ele, o cenário atual do mercado de trabalho na indústria de games é um dos mais desafiadores dos últimos anos, mas afirmou que pretende continuar buscando oportunidades no setor.
Outro nome que chamou atenção foi Caleb Lawrence. O engenheiro de software atualizou seu perfil no LinkedIn para informar que está disponível para novas oportunidades, reforçando os indícios de que os cortes atingiram diferentes áreas do estúdio.
Embora a Halo Studios ainda não tenha divulgado números oficiais sobre a quantidade de profissionais afetados, as publicações sugerem que a reestruturação ocorreu em diversos departamentos.
Demissões após lançamentos continuam sendo tendência na indústria
O caso da Halo Studios segue um padrão que se tornou comum nos últimos anos. Diversas empresas realizam ajustes em suas equipes após a conclusão e o lançamento de grandes projetos, especialmente quando a demanda por desenvolvimento diminui.
Essa prática tem sido observada em diferentes estúdios ao redor do mundo e reflete os desafios enfrentados pela indústria de games, que continua lidando com custos elevados de produção, mudanças no comportamento dos consumidores e pressão por resultados financeiros.
Preço pode ter prejudicado desempenho de Halo: Campaign Evolved
Além das demissões, Halo: Campaign Evolved também enfrenta questionamentos relacionados ao seu desempenho comercial.
De acordo com Rhys Elliott, chefe de análise de mercado da Alinea Analytics, o preço do jogo pode ter sido um dos fatores que limitaram sua adoção pelo público, principalmente no PlayStation 5. O analista comparou o lançamento com os remasters de Call of Duty: Black Ops, que chegaram ao mercado por US$ 40 e, em alguns períodos promocionais, foram vendidos por apenas US$ 20 para assinantes do PlayStation Plus.
Já Halo: Campaign Evolved estreou custando US$ 49,99 na edição padrão e US$ 69,99 na versão Premium. Para Elliott, cobrar esse valor por uma recriação de um título originalmente lançado em 2001 pode ter dificultado a adesão de parte dos jogadores, especialmente em plataformas onde o game não está incluído em serviços de assinatura.
Com a combinação de vendas abaixo das expectativas e uma nova rodada de cortes internos, a Halo Studios enfrenta mais um momento delicado em um período de grandes transformações para a indústria dos videogames.