IA nos games não assusta a maioria dos jogadores, revela estudo recente
IA nos games ainda divide opiniões, mas não afasta jogadores
A inteligência artificial generativa continua gerando debates intensos na indústria de games. No entanto, apesar da discussão crescente, o impacto direto na decisão de compra dos jogadores parece limitado. De fato, um novo levantamento aponta que, embora exista certa resistência, a maioria do público não considera o uso da tecnologia um fator determinante na hora de adquirir um jogo.
Maioria dos jogadores mantém posição neutra
De acordo com um estudo da Circana, cerca de 25% dos jogadores afirmam que ficariam menos propensos a comprar um jogo que utilize IA generativa para criar elementos como arte, diálogos, músicas ou vozes. Ainda assim, embora esse número represente um leve aumento em relação aos 22% registrados em março de 2024, ele não chega a configurar uma rejeição generalizada.
Por outro lado, o dado mais relevante está justamente na neutralidade do público. Mais da metade dos entrevistados declarou não se importar com o uso da tecnologia, enquanto o número de indecisos caiu de forma significativa. Portanto, embora o tema esteja em evidência, ele não se mostra prioritário para a maioria dos consumidores.
Debate existe, mas não define o sucesso
Segundo Mat Piscatella, o cenário atual evidencia uma minoria mais vocal contrária ao uso de IA, enquanto a maior parte dos jogadores permanece indiferente. Além disso, mesmo com críticas frequentes nas redes e na mídia especializada, diversos títulos continuam atraindo atenção normalmente.
Jogos como ARC Raiders, Clair Obscur: Expedition 33 e Crimson Desert demonstram esse comportamento na prática. Mesmo que associados, direta ou indiretamente, ao uso de IA, esses projetos seguem despertando interesse do público. Assim, isso indica que, na experiência real de consumo, a presença da tecnologia acaba sendo aceita, ainda que de forma silenciosa.
Desenvolvedores demonstram maior preocupação
Em contrapartida, a resistência é bem mais evidente dentro da própria indústria. Um relatório da Game Developers Conference 2025 revelou que mais de 50% dos desenvolvedores enxergam a IA generativa como uma ameaça — um salto expressivo em comparação aos 30% registrados no ano anterior. Além disso, apenas 7% acreditam que o impacto da tecnologia seja positivo.
Consequentemente, esse desconforto já começa a influenciar decisões práticas. A Embark Studios, por exemplo, optou por substituir vozes geradas por IA por atores reais em ARC Raiders. Dessa forma, a medida reforça que, embora os jogadores não vejam o tema como decisivo, o debate ainda está longe de um consenso entre os profissionais responsáveis pela criação dos jogos.
Indústria segue em transição
Diante desse cenário, fica claro que a IA generativa ocupa um espaço ambíguo no mercado de games. Enquanto isso, os jogadores, em sua maioria, adotam uma postura neutra, os desenvolvedores, por outro lado, demonstram preocupações mais profundas sobre o futuro da tecnologia.
Ainda assim, conforme novos jogos continuam sendo lançados e novas ferramentas surgem, a tendência é que essa relação evolua. Portanto, o tema deve permanecer em destaque nos próximos anos, especialmente à medida que a indústria busca equilibrar inovação tecnológica com aceitação do público.














